Licores são feitos em vasilhame cristal, vidro oulouça. Os licores claros serão feitos com açúcarrefinado. Empregue frutas em perfeito estado deconservação. Use sempre aguardente pura, na falta damesma usar álcool. As rolhas deverão ser novas eesterilizadas antes do uso. Um tempo longo de maturaçãoou envelhecimento do licor é fundamental para eleadquirir o seu aroma e sabor particularmente fino erequintado. Assim, quanto mais velho, tenha certeza,melhor será o seu licor. Por isso, a maioria doslicores deve ser consumida pelo menos 3 meses deenvelhecimento natural. Colheres de pau são as maisindicadas, pois não entram em reação com assubstâncias, nem transmitem odores ou saboresestranhos. Não utilize nenhum recipiente sem anteslavá-los com água fervente. Também os panos usados nafiltragem, muito cuidado na higiene para evitar afermentação coloque sempre data para saber quandodeverá usá-los. Misture sempre a infusão com a caldafria e afastado do fogo. Para vedar bem os licores,derreta parafina em banho-maria e mergulhesó a boca do vidro. Após a vedação, gosto de cobrir aboca do vidro com um pedaço de saco de estopa (quadradodesfiado as pontas), amarrando-o com o próprio cordãodo saco para decorar. Fica muito interessante!1. Licor de Caju- 1/2 L de suco de caju- 20 ml de suco de limão- 1 L de aguardente- 1 L de água- 1 Kg de açúcarColoque em maceração na aguardente o suco de caju e osuco de limão por 3 dias. Filtre, faça uma calda(xarope) de açúcar e água. Depois de fria, adicione aolíquido macerado, filtre, engarrafe e deixe envelhecerpor 5 meses.Xarope: nada mais é do que o resultado da mistura doaçúcar com a água. Colocar o açúcar na água até a suadissolução completa. Depois, é levado ao fogo sem mexeraté formar uma calda grossa. Quando começar a ferver,conte 20 minutos.Dica: não deve mexer o açúcar quando estiver fervendopara evitar que se açucare.2. Licor de Abacaxi- 2 abacaxis- 2 copos aguardente- 2 Kg açúcar- 2 copos águaEscolha abacaxis médios e maduros. Corte-os em pedaços,retirando os nós. Coloque-os numa panela com água edeixe no fogo até ferver (no ponto de poder espremer).Junte o açúcar e mexa com uma colher de pau. Levenovamente ao fogo até a mistura engrossar. Depois defrio acrescente a aguardente, misturando muito bem coma colher de pau, filtre o licor, engarrafe e tampemuito bem.3. Licor de Ameixa- 1/2 Kg de ameixas- 1 Kg de açúcar- 12 xícaras de chá de água- 1 L de aguardente- 2 xícaras de chá de conhaqueDeixe as ameixas de molho na água em uma vasilha delouça ou vidro. No dia seguinte, leve ao fogo em umapanela de ágata para ferver bastante, coe e apure 6vezes do caldo. Acrescente o açúcar e leve novamente aofogo, até começar a ferver. Retire do fogo, deixeesfriar, coloque a aguardente lentamente e em seguida oconhaque. Mexa muito bem com colher de pau. Filtre,engarrafe e feche muito bem. Deixe envelhecer cerca de4 meses.4. Licor de Bananas- 1/2 Kg de bananas- 1/2 Kg de açúcar- 1 L de aguardente- 1 L de água- paus de canela- 4 cravos da índiaEsmague bem as bananas e coloque num frasco de vidrocom a aguardente, a canela e os cravos. Tampe muito beme deixe em maceração durante 15 dias. Filtre. Faça umacalda com o açúcar e a água e, quando estiver frio,adicione ao líquido macerado. Engarrafe e deixeenvelhecer por 6 meses.5. Licor de Cereja- 1 Kg de cerejas- 1 L de aguardente- suco de 1/2 limão- 1,2 L de xarope de açúcar (receita básica)Lave muito bem as cerejas, descasque-as e passe a polpana peneira. Coloque num recipiente de vidro, acrescenteo xarope e o suco de limão. Misture bem com colher depau e deixe descansar por uma noite. Coe e junte aaguardente. Guarde em um recipiente hermeticamentefechado durante 15 dias, agitando a cada dia. Após esseperíodo filtre, engarrafe e deixe envelhecer no mínimo6 meses.6. Licor de Jenipapo- 5 jenipapos- 1 L de aguardente- 700 ml de xarope de açúcar- 1 colher de chá de baunilha trituradaDescasque e corte os jenipapos, tire as sementes,coloque a baunilha. Num recipiente de vidro, coloqueesta mistura e acrescente a aguardente. Deixe de 3 a 5dias para macerar. Passado esse tempo, filtre,acrescente o xarope e coloque num recipiente paradescansar de um dia para outro. Sem movimentar orecipiente (para evitar que o depósito formado no fundose misture com o líquido novamente), retire o líquido,engarrafe, feche hermeticamente. Deixe descansar por 3meses.7. Licor de Pêssego- 1 Kg de pêssegos- 1 L de aguardente- 800 gr de açúcar- 300 ml de águaEscolha os pêssegos de ótima aparência, maduros, noponto. Lave-os muito bem e seque-os. Retire os caroçose coloque as polpas em um vidro grande. Misture aaguardente e feche muito bem. Deixe em maceração por 8dias. Após esse período, retire as polpas e acrescenteo açúcar com a água. Tampe o vidro novamente. Paradissolver o açúcar completamente, agite o frasco váriasvezes por dia. Após 24 h filtre e engarrafe. Vede comparafina derretida em volta da rolha. Espere no mínimo6 meses para saborear esse delicioso licor. Veja também Postado por Licor Gostoso 4 comentários: Marcadores: diversos Licor de Tangerina (inteira)
Ingredientes
- 8 tangerinas médias (maduras e amarelas) 2 litros de aguardente (pinga) de boa qualidade 3 litros de água filtrada (2 para a maceração e 1 para a calda) 2 kg de açúcar cristal ou refinado 10 grs de canela em rama 10 cravos da índia
- Variações de frutas cítricas na receita:
- Esta receita pode usada para fazer outros sabores de frutas cítricas (laranjas, mexericas, morgotes etc) Substitua a fruta e proceda da mesma maneira nos passos
Modo de Preparo
1 – Em um vidro de boca larga, coloque a pinga, 2 litros de água, a canela e o cravo 2 – Lave bem as tangerinas e com uma faca de ponta, faça +-30 furos em cada tangerina 3 – Coloque as tangerinas furadas e feche o vidro 4 – Atenção: Coloque o vidro num lugar com muita luz solar 5 – Deixe macerar por 8 dias ou mais 6 – Agite o vidro pelo menos 3 vezes por dia. 7 – Após a maceração, coe a mistura com um pano, espremendo as tangerinas. (reserve a mistura) 8 – Coloque o restante da água (1 litro) e o açúcar numa panela e leve ao fogo até formar uma calda média (não muito fina) 9 – Após esfriar a calda acrescente a mistura de tangerina, mexendo bem para dissolver tudo 10 – Coloque no vidro e deixe em repouso por 5 dias ou mais para a fermentação do açúcar. Mexa de vez em quando. 11 – Após estes dias, filtre a mistura em coador de papel. 12 – Engarrafe numa garrafa bonita e coloque uma etiqueta de identificação 13 – Deixe descansar por 30 dias para apurar o sabor.
E está pronto para servir gelado ou ao natural.
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Licores
Licores1 – Breve resenha históricaO termo licor vem do latim liquifacere, que significa liquefazer, dissolver, desfazer em líquido.O licor não é apenas uma bebida colorida de frutas, de bonita cor e sabor que encanta aos olhos de qualquer um. Cada fórmula, cada receita, carrega uma intensa história onde não faltam segredos, mistérios e uma imensa dose de paciência e alquimia. Resultado desta paciência e alquimia tradicional, os mais finos e famosos licores têm as suas receitas preservadas por gerações. Existem registros históricos que demonstram que os povos antigos consumiam um tipo de bebida semelhante ao licor.Sabe-se que desde as mais antigas civilizações, eram conhecidas as bebidas alcoólicas, já que frutas e sucos de frutas deixados em recipientes fermentavam espontaneamente, produzindo-se assim um líquido alcoólico.A destilação da água com líquidos aromáticos é conhecida desde a antiguidade. Pensadores como Hipócrates, Galeno, Plínio, escreveram sobre o assunto. Mas somente em 900 a.C. os árabes inventaram a produção de álcool por meio da fermentação.A produção de licores aconteceu depois. No início, só adocicavam alcoóis aos quais, grosseiramente, adicionavam xaropes e ervas (estas tanto para dar gosto, quanto para fins terapêuticos).Na Idade Média, o vinho (e mais tarde o álcool), era o principal anti-séptico; mas as plantas, raízes e ervas eram pesquisadas pelos monges para a cura de várias doenças. Os alquimistas levaram tais pesquisas adiante.Registros apontam Arnauld de Villeneuve ou Arnaldus de Villanova (em Catalão) nascido em 1238, como o inventor das tinturas modernas das quais, as virtudes das ervas, são extraídas pelo álcool. Este sábio foi o primeiro a escrever o tratado sobre o álcool e a divulgar receitas de licores curativos. Villeneuve enfrentou problemas com a inquisição pelas suas idéias avançadas. Mas ao salvar o Papa Bonifácio VIII de uma doença dolorosa, livrou-se da morte.Quando a peste negra (nome por que ficou conhecida a peste bubônica) se espalhou pela Europa em meados do séc. XIV, os licores associados a bálsamos vegetais e tônicos, tornaram-se medicamentos preciosos.Além da aguardente de vinho, outros alcoóis eram utilizados para fazer licores, tais como o rum por exemplo. Era comum a fabricação doméstica de licores e a sua utilização na cozinha e confeitaria. Devido à sua doçura, eram muito usados em bolos de creme e sobremesas. Eram muito usados também como produtos medicinais especialmente nos problemas de estômago.Na época medieval, os famosos cozinheiros de então, usavam os licores como aromatizantes, para disfarçar o cheiro das carnes em mau estado e também de alguns vegetais.2 – ConceitoLicor é uma bebida alcoólica doce, geralmente misturada com frutas, flores, sementes, ervas, raízes, cascas de árvores ou ainda cremes.A descrição mais comum de licor é a de uma bebida doce e de alto teor alcoólico.Os licores não costumam ser envelhecidos por muito tempo; mas é bom que fiquem por algum tempo em repouso de maturação para que possam atingir o sabor ideal.3 – De que são feitos os licoresEntram no fabrico de licores como aromatizantes os seguintes produtos:Plantas – manjericão, hissopo, hortelã, erva-cidreira, alecrim, príncipe, etc.;Flores – camomila, alfazema, alecrim, rosa, laranjeira, etc.;Frutos – banana, maracujá, morango, laranja, tangerina, medronho, cereja, groselha, melão, tâmara, pêssego, kiwi, pêra, apricot, amêndoa, avelã, jabuticaba, tamarindo, jenipapo, acerola, pitanga, abacaxi, etc.;Raízes – gengibre, angélica, aipo, genciana, cenoura, etc.;Cascas de árvore – canela, quina, sândalo, etc.;Sementes – anis, damasco, café, cacau, zimbro, pimenta, avelãs, nozes, baunilha, etc.;Açúcar – açúcar de cana, beterraba, mel e sumo de uvas concentrado.
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Curso de Licores
Os licores classificam-se da seguinte forma:1 – Ordinário;2 – Fino;3 – Extrafino;4 – Finíssimo.De ter em conta que o licor finíssimo tem cerca de 50% de açúcar.Consoante a variedade de produtos com que são fabricados a ordem pode ser estabelecida deste modo:a – Licores à base de plantas;b – licores à base de frutos;c – licores à base de essências;d – licores à base de natas – este grupo de licores é recente, assim como o aparecimento dos “cream liqueurs”. Fazem deste grupo, por exemplo, o Bailey’s, o Carolan’s, o Emmets e o Royal Tara entre outros.
MétodosQuanto ao método de fabrico agrupamos os licores do seguinte modo:a – por destilação – licores à base de plantas;b – por infusão maceração – licores à base ervas e frutos;c – por extratos ou essências;d – por adição de natas (cream liqueurs).Os métodos de fabrico podem ser a quente ou a frio.
DestilaçãoPode ser usada a destilação por álcool ou por água.Destilação por álcool:É um processo normalmente executado num pequeno alambique de cobre. O agente aromático é embebido em álcool por algumas horas e posteriormente colocado no alambique onde lhe é adicionado o álcool.Desta destilação, apenas uma parte do licor é aproveitada; voltando o resto a ser redestilado numa nova jornada.Destilação por água:Este método é usado para ervas e flores muito delicadas. São embebidas em água e só depois se procede à sua destilação suave em alambique. Este procedimento permite preservar os aromas. A esta água destilada e aromática, junta-se posteriormente álcool puro (espirituoso).Por este processo, são fabricados alguns dos mais famosos licores existentes no mercado.Infusão/maceraçãoO processo de infusão pode ser a frio ou a quente. Quando é feito a frio as frutas são esmagadas e colocadas num recipiente com água fria por um período que pode ir até um ano. Após este período, o líquido é filtrado e adicionado a álcool.As fases deste processo de fabrico são as seguintes:a – homogeneização;b – repouso;c – refrigeração;d – filtragem;e – engarrafamento.
Legislação BrasileiraDecreto nº 2314, de 4 de Setembro de 1997“Licor é uma bebida com graduação alcoólica de 15 a 54 por cento de volume, a 20º C e um percentual de açúcar superior a 30 gramas por litro, elaborado com álcool etílico potável de origem agrícola, ou destilado alcoólico simples de origem agrícola ou bebidas alcoólicas, adicionado de extrato ou substâncias de origem vegetal, animal, substâncias aromatizantes, corantes e outros aditivos permitidos em ato administrativo complementar.”
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Tudo sobre o feitio de licores
O licor é uma bebida apreciada e de fácil preparação. É uma bebida mágica, desde sua origem até os dias atuais. De tudo que se fala a respeito, não sabemos onde fica o limite entre a verdade e a fantasia. Na Itália, na Idade Média, era costume plantar uma árvore de nozes quando nascia uma menina. O crescimento desta e também da árvore eram acompanhados com carinho pelos familiares. E quando a menina atingia a idade adulta e ia casar-se, a árvore era cortada e de sua madeira fazia-se o leite nupcial. Dos frutos dessa árvore, era feito um licor chamado "Nocello", conhecido hoje, em todo o mundo. Mas, no meio de tanta lenda, a verdade é que um licor é sempre muito apreciado em reuniões em casa, com amigos e familiares e dá um toque de calor humano a um bate-papo informal.O que você deve ter, para preparar licores caseiros?
colher de pau
peneiras plásticas
panelas
funil
rolhas novas
garrafas claras e escuras
papel-filtro, com o devido suporte
potes de vidro, cerâmica ou louça, de boca larga e com tampa
recipiente graduado para medição de líquidos
balança
tecido (morim e flanela) para filtragem
algodão comum
panos de prato para enxugar as frutas
Não utilize recipientes que não tenham sido muito bem lavados e enxaguados e por fim passados por água fervente e escorridos sobre panos esterilizados. Os panos de prato, destinados à enxugar e à filtragem dos licores, terão que ser lavados sem sabão, fervidos e, por fim, secos de preferência com o ferro de passar. As rolhas mesmo sendo novas, têm que ser fervidas e secas. Enfim, tudo deve ser esterilizado, inclusive suas mãos e o local de trabalho devem ser higienizados com álcool, antes de começar o preparo.A base do licor caseiro é o álcool de cereais, a água e o açúcar. Quanto ao seu sabor, pode ser determinado por frutas, ervas secas ou frescas, algumas flores, especiarias, sementes, caroços e cascas de frutas ou essências e folhas de árvore frutíferas. A base do licor caseiro é a anilina.O principal ingrediente dos licores é o álcool de cereais, que não pode ser substituído, em hipótese alguma, pelo álcool comum. Este produto é encontrado em farmácias ou drogarias e, geralmente, vem com um teor de 93,8 ou 96,0 graus. O álcool de cereais é geralmente destilado do milho, arroz ou da batata. É incolor e quase inodoro. Deve haver equilíbrio entre aroma, graduação alcoólica e açúcar, para a obtenção de um bom licor.Após o envelhecimento, alguns licores perdem um pouco do álcool, que muitas vezes é assimilado pela fruta em infusão, ou devido ao ar, à luz e ao calor.Portanto, quem pretende obter sucesso com a produção de licores caseiros precisa aprender a adequar o seu produto a esses agentes.Em algumas receitas, ao invés de álcool, indica-se aguardente, conhaque, uísque ou vodka. Nesses casos, há alteração no sabor, mas, sendo a receita bem balanceada, a surpresa pode ser muito agradável.Importante: Cuidado ao adicionar o álcool ao xarope "ainda quente", como pedem algumas receitas. Essa adição deve ser feita aos cálices e vagarosamente, pois, no momento em que o álcool toca o xarope, este levanta fervura novamente. Espere que a fervura diminua e adicione outro tanto de álcool. Se a adição for feita de uma só vez, a mistura poderá pegar fogo. Ao lidar com álcool, é preciso ter em mente que o litro deve ficar sempre bem longe da chama e do fogo, ou seja, das altas temperaturas.A água: A água ideal para um licor perfeito é a destilada por ser quimicamente pura e, portanto, límpida, inodora e insípida. Algumas pessoas usam água filtrada e fervida (tem que ser pura quimicamente). Neste caso, após a fervura, a água deve ser agitada para a recuperação do oxigênio perdido. Se isso não for feito, o licor ficará com sabor, aroma e transparência alteradas. Procede-se assim: coloca-se a água, após esfriar, em recipiente fechado, agitando-o por algum tempo.O açúcar: O açúcar utilizado nos licores é o refinado, obtido da cana-de-açúcar (evite usar açúcar úmido ou de pacote aberto há muito tempo). No caso de licores cristalizados, o ideal é o açúcar cristal fino Doçucar.Frutas: Para conferir melhor sabor, as frutas utilizadas no preparo do licor devem estar maduras e perfeitamente íntegras. É preciso lavá-las bem, mas sem recorrer ao uso do sabão, apenas com abundância de água, para retirada dos vestígios de agrotóxicos que porventura elas possam conter. A seguir, deve ser secas com panos apropriados, como recomendado anteriormente.
Fases de preparo
O preparo de licores caseiros passa por cinco fases:MaceraçãoXarope ou calda básicaFiltragemEngarrafamentoEnvelhecimentoVejamos o que é preciso fazer em cada uma delas.Maceração Macerar é uma operação que consistem em mergulhar determinada substância sólida num líquido, para que este se impregne dos princípios solúveis daquela substância. No caso do licor, a maceração é feita colocando-se as frutas, ervas, caroços ou cascas no álcool de cereais, ou em aguardente, uísque, conhaque, etc., deixando-os por tempo suficiente para que se desprendam o aroma e o sabor, isto é, os princípios mais ativos dessas substâncias. É importante lembrar que, quanto maior for o tempo de maceração, mais saboroso ficará o licor. E aqui cabe uma recomendação nossa para quem vai se dedicar a essa produção: conservar sempre em maceração vários tipos de frutas da época, dentro de potes de vidro, louça ou cerâmica revestida, muto bem tampados. Esses potes devem ficar armazenados em local seco e escuro por três meses pelo menos.Xarope ou calda básicaNada mais é que a mistura da água como açúcar, que, levada ao fogo, formará uma calda. Essa calda, posteriormente, adiciona-se a outros ingredientes.A consistência do licor depende do xarope. Querendo-se um licor mais ralo, deixa-se a calda menos tempo no fogo; para se obter um licor mais encorpado, a calda deve apurar mais. É preciso tomar cuidado para não cristalizar o licor. Para evitar isso, obedeça sempre o tempo que consta nas receitas, quanto à permanência dessa calda no fogo, pelo menos até adquirir prática.Para preparar esse xarope, basta adicionar água ao açúcar, misturar bem e então levar ao fogo sem mexer. Ao levantar fervura (em chama média) comece a contar o tempo indicado na receita. A média de tempo é 20 minutos.Filtragem A filtragem pode ser feita com flanela ou papéis tipo filtro, dependendo da indicação da receita. Também se pode coar em peneira, conforme o caso, forrada com lenços de morim ou algodão hidrófilo. (Na prática, você vai perceber o porquê dessa variação). Apenas os licores feitos com essências não são filtrados.EngarrafamentoPara engarrafar um licor, é necessário esterilizar muito bem as garrafas e rolhas, mesmo que sejam novas. No caso de a receita estabelecer que o licor fique envelhecendo por algum tempo, utilize garrafas escuras, primeiramente, transferindo-o para garrafas claras só depois do período determinado.Essa passagem de uma garrafa para outra fica a seu critério, pois é feita apenas para salientar a cor do licor. No caso de comercialização, é interessante, pois a garrafa clara chama mais a atenção.EnvelhecimentoO tempo de envelhecimento necessário para a bebida adquirir melhor sabor e aroma é de pelo menos três meses, mas alguns licores, como por exemplo os cremosos, podem ser degustados em tempo mais reduzidos. Para envelhecer, coloque o licor pronto, já com o corante, em garrafas escuras, para que não haja infiltração de luz. Guarde-as em local escuro e seco, de onde não serão removidos nem tocados nesse tempo de armazenamento. Pode-se arranjar uma prateleira, coberta por uma cortina escura, e depositá-los já etiquetados nesse local, ou então guardá-los em armário. É importante que não haja umidade.Essências naturaisAs essências estão hoje em toda parte: sorvetes, alimentos industrializados, bolos, recheios de tortas, biscoitos. Essas gotas mágicas têm o poder de transformar o sabor dos alimentos e estão à venda em farmácias e supermercados, ou lojas de artigos para festas (Bazar do Valter). Mesmo assim, vamos ensinar a produzir, por um processo artesanal, essências naturais que serão utilizadas com sucesso nos licores.Essências obtidas de caroçosVá guardando caroços de pêssego, damasco, ameixa fresca, ameixa seca, cereja. Quando tiver uma quantidade razoável de cada tipo (de 30 a 40), quebre-os com cuidado, para não ferir a amêndoa neles contida, e coloque-os separadamente em vidros, com uma quantidade de álcool de cereais suficiente para cobrir esses caroços. Deixe-os macerando até que necessite utilizá-los (conservam-se por anos). No caso dos caroços de ameixas e damascos, a essência será apropriada para licor tipo Amaretto (o sabor é semelhante ao de amêndoas). Com os caroços de pêssego, você fará licor de pêssego.Essência de laranja-pêraColoque álcool de cereais em um vidro (até um pouco menos da metade da capacidade do vidro). Amarre como um trouxinha (com fio de náilon) a casca da laranja-pêra, deixando a ponta do fio presa na tampa, de maneira que a trouxinha fique pendurada a uma distância de três dedos do álcool. Feche muito bem o vidro e deixe macerar. Não há limite de tempo para a maceração. Com a essência, você poderá fazer um licor que imita o Cointreau.Essência de mexerica ou carioquinhaProcede-se da mesma forma ensinada para o licor de laranja-pêra. Com essa essência, você poderá fazer um licor que imita o Mandarino.Essência de maçãs secasSeque ao sol cascas de maçã. Quando estiverem bem secas, isto é, tiverem enrugado e mudado de cor, coloque-as num vidro e cubra com álcool de cereais. Feche muito bem e deixe macerar sem limite de tempo. Antes de utilizar, coe com um coador plástico, para retirar as partículas que se desprenderem da casca, e depois filtre, passando pelo morim.Essência de laranjaProcede-se do mesmo modo ensinado para as maçãs secas. Coe e filtre, ao utilizar.Essência de mentaLave e enxugue muito bem algumas folhas de hortelã. Coloque-as em um vidro e cubra com álcool de cereais. Deixe macerando, sem limite de tempo. Ao utilizar, coe e filtre.Essência de anisAdquira anis-estrelado. Coloque-o em um vidro e cubra com álcool de cereais, onde poderá ficar macerando sem limite de tempo. Ao utilizar, coe e filtre.Essência de anis (II)De forma mais econômica, você pode obter uma essência com sabor semelhante ao anis, colocando sementes de erva-doce em um vidro com álcool de cereais, e deixando macerar pelo tempo que quiser. Ao utilizar, coe e filtre. Neste caso, para imitar mais o gosto do anis, pingue doas gotas de essência artificial. A coagem desse licor deve ser feita em flanela e a filtragem em papel revestido de algodão.Essência de figoDepois de lavar bem as folhas de fico, coloque-as em um vidro, cobertas com álcool de cereais. Deixe macerando por tempo indeterminado. Ao utilizar, coe e filtre.
Licores Cremosos
A durabilidade dos licores cremosos é limitada e sujeita às condições do clima. Em lugares mais quentes, pode-se conservá-los por cinco ou seis meses apenas. Por essa razão, embora não seja indicado servir licores gelados, para um prazo de validade maior, recomenda-se deixá-los em geladeira. Seu preparo é normalmente simples, resumindo-se em bater os ingredientes no liquidificador.No caso de não encontrar o álcool de cereais de 40 graus ou de 60 graus, como pedem algumas receitas, você pode preparar garrafas com teor de álcool reduzido, adicionando água mineral de acordo com as proporções da tabela a seguir:
Redução de álcool de 96 graus para:
Quantidade de água mineral adicionada por litro de álcool
40 graus
1.400 ml
60 graus
600 ml
80 graus
200 ml
Algumas regras para servir o licor
Existem algumas regras de etiqueta para se servir licores, mas, quando caseiros, elas são mais flexíveis. De qualquer forma, alguns cuidados são exigidos.Os licores devem ser servidos em cálices apropriados, pequenos, de vidro ou cristal. Os modelos podem variar.Os cálices jamais podem ser preenchidos até a borda.Os licores são usualmente servidos após o jantar em temperatura ambiente, acompanhados de bombons e biscoitinhos.No caso de licores serem adicionados à coquetéis, isto é, misturados a outras bebidas alcoólicas, sua dose deve ser pequena, servindo apenas para:- adoçar a bebida;- dar cor ao coquetel;- emprestar-lhe um toque diferente de sabor.Isto significa que nunca o licor será a bebida principal do coquetel.
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O licor
Licor é uma bebida alcoólica adocicada, caracterizada pelaelevada proporção de açúcar misturado a álcool, e aromatizadapor essências, frutas, raízes, sementes, ervas, flores e até cascasde vegetais, in natura ou desidratadas, que servem também paradefinir o sabor. Um licor é, portanto, constituído basicamente detrês ingredientes – álcool, xarope de açúcar e aromatizante –,podendo, em alguns casos, lhe ser adicionado um corante. Licores são bebidas muito saborosas, com propriedades digestivas, estimulantes e reconstituintes. Podem ser servidos como bebida cordial, ou seja, para agradar os visitantes, ou como aperitivo, servido antes da refeição para estimular o apetite, ou ainda como digestivo, após as refeições.A origem mais provável do licor é atribuída a poções caseiras ea xaropes de ervas e de frutas preparados por velhas senhorasdo povo, seguindo antigas receitas familiares, que passavam degeração a geração, com o objetivo de curar pequenos males.Essas preparações resultavam em bebidas adocicadas, muitosaborosas e, por vezes, coloridas que, se não curavam osdoentes, pelo menos os reconfortavam e os deixavam felizespor uns momentos.Existem muitas maneiras de preparar um licor. As técnicasforam, durante muitos anos, formuladas artesanalmente, comofaziam nossos avós, até serem produzidas em escala industrial, por 10 processos tecnologicamente sofisticados. Muitas formulações de licores, alguns mundialmente famosos, são mantidas em segredo, sob o domínio exclusivo de seu fabricante. Embora não existam regras rígidas para o preparo de licores de frutas, em geral, o processo está baseado na maceração ou na infusão de frutas em álcool potável, ou na destilação de macerados aromáticos com base de frutas. Há de se considerar que, na elaboração de licores, a qualidade do produto final depende não só das matérias-primas empregadas, mas também do processo de preparação.Considerando que os principais atrativos das frutas são cor,aroma, sabor, vitaminas e minerais, deve-se, ao preparar umlicor à base de frutas, ter o cuidado de preservar esses atributose substâncias, de modo que o consumidor possa imediatamenteassociá-lo à fruta com a qual foi preparado.Este manual procura orientar produtores rurais, agricultoresfamiliares, microempresários e demais interessados na arte deproduzir licores de qualidade, proporcionando-lhes, ademais,oportunidade para agregar valor a seus produtos agrícolas, reduzir perdas pós-colheita e, conseqüentemente, aumentar suasrendas. Serão descritas as etapas do processo e relacionadosos principais equipamentos e utensílios utilizados. Serão apresentados, também, os procedimentos para as boas práticas de processamento e de higiene numa unidade de produção.
