Cozinha de Manifesto: Wam Kat – O Cozinheiro das multidões Sabe quando, de repente, você tenta observar à sua volta para ver o mundo que você conhecia e o que acaba encontrando é uma realidade que mais se assimila ao que você assistia nos desenhos animados? É assim que eu estou me sentindo ultimamente – em um episódio da Guerra Civil dos X-Men… Parece bobagem. Mas não sei se vocês estão se dando conta da gravidade do que tem acontecido no país. Eu tenho visto muito baderneiro sendo chamado de manifestante – e vice e versa; tenho visto a polícia demonstrando cada vez mais o seu despreparo, diante das lentes das mídias; a população se revolta; os políticos mechem seus pauzinhos pra lucrar interesses e os olhos do mundo, que já estão voltados pra nossa realidade em função da Copa das Confederações, ficam mais arregalados… Que fazer com essa mistureba toda? Cozinhar. Esta pode ser a solução. Como forma de protestar hoje resolvi escrever este post – que no fundo foi mais uma provocação que eu aceitei. Estava eu calminho quando, pelo facebook, recebi esta mensagem: “Publique algo, sobre como e o que se alimentar nas manifestações! rs Depois te cobro os créditos autorais.” Bem, Odimar Feitosa (o provocador), acatei seu pedido, não vai ser exatamente o que você sugeriu. Mas esta será minha forma de protestar – com informação. Dedico, aliás, este post a você – espero que goste (se não gostar, PROTESTE) [risos]. Vocês já imaginaram que a cozinha pode servir como instrumento de luta “política”?Bom se não, tenho de anunciar que o coletivo Rampenplan – composto por ativistas alemães deram os primeiros passos nesta questão, quando passaram a oferecer comida para as multidões que participam de manifestações pela Europa. E eles são comandados por um chef já bastante conhecido da mídia, Wam Kat. No panteão da culinária internacional Wam Kat é conhecido como cozinheiro dos protestos/cozinheiro das multidões. Nascido na Holanda, graças aos pais pôde viver a experiência das comunidades hippies dos anos 1970 e muito cedo se aproximou do universo dos ambientalistas e do ativismo político. Das grandes manifestações contra a energia nuclear nos anos 1980 aos campos de refugiados nos Bálcãs até as multidões reunidas para expressar o dissenso durante o G8, a sua “cozinha móvel vegetariana” segue os ativistas políticos desde 1981. Para conhecermos melhor as ações do mentor do coletivo Rampenplan, Wam Kat, segue a tradução de uma entrevista que foi originalmente publicada pelo jornal italiano de esquerda Il Manifesto Clique aqui para ler o texto original. Quando se iniciou a sua aventura como cozinheiro de grandes eventos? No início dos anos 1980, durante uma grande manifestação contra a bomba atômica na Holanda. Três semanas antes, pensávamos sobre onde faríamos as barricadas e de onde viriam os ônibus. Naquele tempo todos ainda comiam nas redes de fast food porque viviam em grandes cidades. A alimentação alternativa ou biológica era algo que dizia respeito a um grupo de idiotas que vinham do campo e ninguém tinha ideia de como matar a fome de 15 mil pessoas. Decidimos, então, cozinhar e fazer esse trabalho de graça, e as pessoas nos dariam o que achassem justo. Pensaram que fôssemos malucos, mas nos confiaram a tarefa. Acabamos nos lançando na empreitada e hoje, passados 25 anos, posso dizer que preparamos uma gororoba intragável, mas o pessoal gostou e conseguimos, inclusive, pagar os agricultores de quem tínhamos comprado fiado os ingredientes. Depois, visto que já tínhamos a expertise, nos chamaram da Alemanha para cuidar da comida durante uma enorme manifestação. E foi assim que tudo começou. Como vocês se estruturavam? A coisa cresceu rapidamente, compramos picapes e equipamentos e assim se iniciou a experiência do Coletivo Rampenplan, palavra que significa “planejamento desastroso”. A nossa ideia era que os maiores desastres são provocados pelo homem, portanto tínhamos de bloquear os projetos que os originavam, como instalações químicas ou nucleares. Estávamos saindo da universidade e ainda não tínhamos feito nada de prático nas nossas vidas. O coletivo ficou muito conhecido na Europa, no âmbito do movimento pacifista. Já participou de ações políticas na Itália? Sim, durante a reunião do G8, em Gênova [2001], e também antes, nos anos 1980, estive em contato com a Lega Ambiente em Milão para falar sobre chuvas ácidas. O mundo do ativismo político que inclui também muitos jovens, squatters… Sim, frequentemente cozinhamos entre os sem-teto e a polícia. Às vezes estamos tão no meio que eu alerto a polícia, dizendo que estamos cozinhando e que temos panelas de até 300 litros: o óleo fervente em meio aos jatos d’água usados para dispersar a multidão pode ser muito perigoso. Então perguntamos se devemos cozinhar antes ou depois, ou se devemos parar e levar tudo embora, mas deixamos claro que demora mais de uma hora para podermos transportar o óleo… Que receitas vocês preparam nessas situações? As receitas são muito simples. Meus pais eram artistas e nos anos 1950 não se fazia dinheiro com arte. Eles construíram uma casa junto com outros setenta artistas e viviam do que sobrava no fim da feira, e geralmente não era carne. Quando saí da universidade, queria entender melhor alguns mecanismos e trabalhei durante dois anos em uma fábrica processadora de carne. Mesmo já sendo vegetariano, lá encontrei ainda mais motivação para continuar sendo. Depois, viajando pelo mundo, vi tanta gente passando fome e analisei as implicações do consumo de carne em relação à destruição dos alimentos. Nós cozinhamos somente receitas vegetarianas ou veganas, mas tentamos escolher aquelas que contemplem também as necessidades das pessoas que normalmente comem carne. Além disso, durante as manifestações, as pessoas não querem comer pratos particularmente “exóticos”. Elas preferem a comida que a vovó preparava. Quando chegam os jatos d’água, ou há tempo para uma pausa das barricadas, você quer um lugar onde possa encontrar um paizão ou uma mãezona que cuide de você, e é bom que tenha também uma comida gostosa. O engraçado é que na Alemanha podemos preparar uma simples sopa de batatas e o pessoal adora. Vi que você tem uma conta no Twitter. Que importância você acha que a web e a tecnologia em geral têm nesse momento? Escrevi a minha tese no fim dos anos 1970. Os computadores pessoais praticamente não existiam, mas eu acreditava que, em algum momento, eles se tornariam um modo de controlar as pessoas através de uma rede de conexões, um pouco como o Grande Irmão, então eu era fortemente contra. Contudo, ainda antes do advento da web, era possível utilizar um sistema de correio eletrônico através da rede da universidade e eu comecei a me comunicar com pessoas em toda a Europa. Quando estive na Bósnia, era impossível telefonar para fora do país. Criamos uma rede de computadores chamada Zamir, que significa “pela paz”, e formamos assim o primeiro sistema de conexão em uma zona de guerra. Zamir é, ainda hoje, o segundo maior provedor da Croácia. Depois dessas experiências eu obviamente mudei a minha visão sobre o assunto: o princípio é “engorda o monstro até ele explodir!”, porque todas as informações podem ser filtradas, mas é necessário que alguém o faça, e esse é um trabalho gigantesco. Você vive em uma pequena vila nos arredores de Berlim. Acredita que somente as pequenas comunidades poderão sobreviver? O nosso mundo, assim como nós o temos vivido nas últimas décadas, está entrando em colapso. O estilo de vida é insustentável e eu me pergunto quem vai pagar a minha aposentadoria. A resposta está nos grupos de pessoas autossustentáveis: em qualquer lugar é possível produzir alimentos suficientes para sobreviver, não é necessário comer banana ou outras comidas trazidas do outro lado do planeta. Não haverá mais combustível para transportar todos aqueles produtos para o supermercado. A coisa mais incrível é que podemos produzir alimentos suficientes para todos, mas estamos subutilizando nosso território para produzir coisas das quais não precisamos, enquanto temos de importar o resto. Isso significa que somente as pequenas comunidades poderão sobreviver, e não as pessoas sozinhas. As grandes metrópoles podem de alguma forma reproduzir esse modelo? Claro, se começarem a cooperar com o campo. Durante o cerco a Sarajevo, por exemplo, nada podia entrar na cidade, por isso a comida era produzida no espaço urbano. Passamos vinte toneladas de sementes debaixo do nariz dos sérvios e a população começou a cultivá-las. Para onde você olhasse, veria pés de tomate ou de abobrinha. Inclusive perto das trincheiras onde ficavam os soldados. É essa a atitude que os habitantes das grandes metrópoles deveriam retomar. As flores são lindas nos parques, mas as verduras também têm o seu apelo! É necessária uma alternativa ao hambúrguer, uma fórmula para ativar uma cooperação entre os grandes centros urbanos e o campo. Para cidades como Turim, Roma ou Milão é muito difícil encontrar soluções para esses problemas. Mas se começarem agora, talvez daqui a vinte anos os primeiros resultados possam ser vistos. Depois de mais de trinta anos de batalha, finalmente as pessoas começam a dizer que talvez esses (ou seja, nós) não sejam só uns idiotas gritando no deserto… Não é preciso que aconteça uma guerra, em qualquer lugar é possível chegar a esse modo de pensar. E não dá pra viver só de hambúrguer.* È inspirador o que a criatividade humana pode fazer. Quando li esta entrevista fiquei ainda mais admirado com o poder que a comida tem. Sai procurando outras matérias sobre o chef das multidões e encontrei coisas muito bacanas. Wam Kat até escreveu um livro de receitas pra melhorar o mundo (o título em alemão “24 Rezepte zur kulinarischen Weltverbesserung” (24 recitas de culinária pra melhorar o mundo). Wam com seu livro de receitas Vai que de repente alguém no Brasil se inspira nessa ação e, lá estará a cozinha ajudando na luta pela transformação, pela melhoria, por um país mais justo e civilizado. Abaixo segue algumas receitas retiradas da página oficial de Wan Kat – e ainda resolvi colocar algumas outras receitas veganas que podem servir de inspiração pra vocês – vai que vocês resolvem colocar uma banquinha pra distribuir comida na rua… e se você se interessou pelo trabalho do chef Wam dá uma olhadinha no site deleClique aqui para ver. Receitas do Chef Wam Kat Tofu Ice-Cream (Sorvete de Tofu) 150g de tofu 1/2 xícara de açúcar uma pitada de sal fruta, baunilha ou qualquer outra coisa para um sabor especial / aroma Milk Ice-Cream (Sorvete de leite) Com a mesma receita do sorvete de tofu acrescente 1/4 de litro de leite de arroz, leite de aveia ou leite de vaca 2 gemas de ovo Ou Vegano: 2 colheres de sopa de lecitina de soja em pó – para o resto, consulte tofu sorvete Preparo Tofu Ice-Cream: Coloque todos os ingredientes em uma tigela e misture bem com um misturador de mão ou um processador de alimentos. Quando se tem uma consistência uniforme, cubra a tigela e leve ao congelador ou freezer. Após uma hora retire do congelador e bata mais uns cinco minutos. Leve de novo ao congelador com a tigela coberta e, novamente, depois de duas horas e três horas bata a mistura por mais cinco minutos. Em seguida, deixar com a mistura mais homogênea levar ao congelador ou freezer 9repetir este processo mais uma vez. E depois deixar no freezer ate a hora de servir(Isso significa que você pode fazer o sorvete na noite anterior pra servi-lo no outro dia.) Uma vez que esta receita não contém gordura, tanto quanto o sorvete comercial, ele precisa ser retirado do freezer meia hora antes de servir, caso contrário é muito difícil para comer. Preparo do sorvete de leite ou vegano: Se você fizer o sorvete com leite não lácteos (tais como arroz, aveia ou leite de soja) em vez de tofu, você pode misturar em um par de colheres de sopa de lecitina de soja para torná-lo agradável e cremoso. Se ele não for vegano e você quiser usar creme de leite ou leite de vaca, então você pode usar a gema de ovo como um agente de ligação. Neste caso, uma vez que é tudo misturado, aquecer esta mistura suavemente. Não levá-lo à fervura (a gema de ovo pode talhar e separar do leite). Apenas aquecê-lo até o ponto onde é muito quente para colocar a mão- a esta temperatura a gema de ovo se liga muito bem com o líquido. Seja qual for ingredientes que você está usando, o princípio fundamental é o mesmo. Agite a mistura vigorosamente e regularmente no início, caso contrário, você acaba comendo cristais de gelo em vez de sorvete. A mistura básica de sorvete pode facilmente ser aromatizada de forma natural com purê de frutas ou baunilha. Chá verde em pó também da muito gosto ao sorvete. No entanto, o chá tem seu próprio sabor um pouco amargo e você precisa ter cuidado com a quantidade que você usa, e adicionar um pouco de adoçante extra também. Divirta-se fazendo novos sabores. RECEITAS VEGANAS Sopa de legumes • 1 batata em cubos • 1 tomate picado • 2 raminhos de brócolis • meia cebola picada • 2 dentes de alho amassados • 1 talo de cebolinha • sal, curry e azeite a gosto • opcional: arroz a gosto Preparo> Coloque numa panela, cubra com água e deixe cozinhar por 20 minutos, aproximadamente. É isso, mais simples impossível! Sopa para dois, sirva com torrada. Pão-sem-queijo da Vanessa Vegan
Ingredientes
- • 3 batatas em purê;
- • 300 g. de polvilho azedo;
- • 1/2 copo de óleo;
- • 1/2 copo de água morna;
- • 1 colher de sal.
Modo de Preparo
Bolinhos Veganos
Para fazer esses bolinhos fritos ou assados, você pode usar:
• 1 batata e 1 cenoura cozidas; ou
• 1 xícara de brócolis picadinho ou moído no liquidificador; ou
• 1 xícara de massa de soja (okara), aquele resíduo que fica na peneira quando fazemos o leite de soja com o grão, ou ainda arroz ou feijão cozido e amassado.
Temperos:
• 1 cebola picadinha, alho moído a gosto, salsinha picadinha, pimenta-do-reino em pó, cominho, sal a gosto.
• você vai precisar também de meia xícara de farinha de trigo para dar liga. Pode usar farinha de mandioca também.
Preparo- Basta misturar os ingredientes, dar o formato desejado – nuggets ou croquetes – e fritar ou levar para assar.
Estrogonofe vegano
Ingredientes:
• 1/2 litro de molho de tomates fino
• 2 xícaras de proteína de soja hidratada e escorrida ou bife de glúten cortado em tirinhas
• 1 xícara de cogumelos champinhon fatiados em lâminas
• 1 xícara de leite de coco ou aveia, bem forte
• 1 cebola picadinha
• tempero: pimenta-do-reino a gosto
• 1 xícara de conhaque (opcional)
Preparo – Frite a cebola picadinha no óleo, juntando a proteína de soja ou glúten até dourar bem. Se desejar, flambe a proteína ou glúten: regue a pvt com conhaque, vire rapidamente a panela um pouco de lado para pegar fogo – a chama vai durar uns instantes, suficiente para dar cor e aroma à pvt. Outra opção: assar a pvt hidratada e escorrida e cortada ao meio por 5 minutos, fica muito bom! Depois de pronta a "carne", junte o molho de tomates já encorpado e os cogumelos. Verifique o sal e adicione pimenta-do-reino a gosto. Adicione o leite de coco ou de aveia e pronto! Sirva com arroz integral, batatas palito assadas e salada verde crua.
Pavê de chocolate vegano
Ingredientes:
• Bolacha maisena 100% vegetal 1 pacote (Marilan)
• Leite de soja 1 litro
• Cacau em Pó 2 colh.
• Açúcar demerara 1 ½ xíc.
• Maisena 5 colh. Sopa rasas
• Suco (sua preferência) 250 ml
• Chocolate meio amargo 1 xíc.
• Opcionais: 1 colh. sopa de Nescafé
• 1 cálice de rum ou licor de sua preferência
Dissolva maisena e cacau em um pouco do leite de soja. Numa panela coloque, nessa ordem:
• restante do leite
• chocolate picado
• açúcar
• maisena e cacau
Preparo: Em fogo baixo, mexa até ficar cremoso. Deixe esfriar um pouco. Em forma refratária arrume camadas de creme e bolacha embebida no suco. Enfeite com lasquinhas de chocolate meio amargo ou castanha de caju.
Postado por S.A.R. Ewerton Reubens Coelho Costa – Arquiduque de Chantilly; Duque de Cognac; Conde de Stroganov; Barão de Gourmandise e Grão-Mestre desta Confraria às 23:22 Nenhum comentário:
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terça-feira, 23 de outubro de 2012
Coma como um vampiro de Bom Temps
Se existe um personagem que não pode faltar na comemoração do dia das bruxas, depois delas, seria o vampiro. O halloween não é o mesmo sem esses seres das trevas e suas faces pálidas com dentes pontiagudos, sedentos pro sangue fresco.
Eu sempre gostei muito dos vampiros, não sei explicar como e quando comecei a gostar deles. Já li o clássico de Bram Stoker e as crônicas de Anne Rice milhões de vezes, sem cansar. E antes que alguém me mande um comentário perguntando se eu gosto do Edward Cullen, já adianto que não sou fã da saga crepúsculo, pois prefiro os sedutores vampiros da senhora Rice ou o conde de Abraham "Bram" Stoker.Gosto não se discute, ou talvez neste caso, ele seja relevante, já que o post de hoje fala sobre o apetite dos vampiros de Bom Temps.
Na atualidade a serie sobre vampiros intitulada de True Blood me agrada em muitas coisas. True Blood é considerada uma série de TV dramática estadunidense criada por Alan Ball, baseada na série de livros The Southern Vampire Mysteries da americana Charlaine Harris. O programa é exibido pela HB Onos Estados Unidos e foi ao ar pela primeira vez no dia 7 de Setembro de 2008. True Blood fala sobre a coexistência de vampiros e humanos em "Bon Temps", uma pequena cidade fictícia localizada em Louisiana. A série é focada em Sookie Starkhouse (Anna Paquin), uma garçonete telepata que se apaixona pelo vampiro Bill Compton (Stephen Moyer). Exibida no Brasil pela HBO, domingo às 22h horário de Brasília.
O sucesso foi tão imediato que a primeira temporada recebeu elogios da crítica e ganhou vários prêmios, incluindo um Globo de Ouro, um Emmy e quatro Satellite Awards. A segunda temporada estreou em 14 de Junho de 2009 e teve indicações e prêmios significativos, além de ser bastante elogiada pela a crítica. Essa boa repercussão do seriado continua e hoje se encontra na quinta temporada, com a sexta já prevista para o ano que vem.
Este fato mostra que os vampiros sempre atraíram as pessoas. Isso evidencia a popularidade que eles exercem nos vários campos do entretenimento, quando eles passam se simples seres míticos para tornar a realidade mais animada com suas manias, hábitos e exotismo, a partir do momento em que deixam de ser sanguessugas para se transformar em estrelas. Era bem assim o Lestat de Anne Rice, um príncipe moleque, com alma de roqueiro, que adora ser visto como ele é: um vampiro temido e encantador.
Acontece que o True Blood agora foi além das expectativas. Recentemente publicou-se nos EUA um livro de receitas, True Blood: eats, drinks and bites from Bon Temps, no qual se pode encontrar as comidas e bebidas apreciadas pelos personagens no bar Merlotte e no restaurante Fangtasia – Tudo compilado pela chef Marcelle Bienvenu.
Na série é inegável a presença da gastronomia ao longo de todos os episódios, e vem justamente deste fato um dos fatores para a criação do livro. Nele as receitas são acompanhadas por fotos e trechos da série. Foi lançado no dia 05 de setembro deste ano pela editora Chronicle, mas ainda sem previsão de lançamento no Brasil.
Porém, pensando no incremento da sua festa de Halloween e na oportunidade de fazer você conhecer um pouco do conteúdo do livro, vou comentar as receitas que tive oportunidade de ler e de postar as que eu já pude experimentar em casa. . Veja a Introdução escrita por Sookie:
Rubi Mixer por Nan Flanagan
O livro começa com uma receita com True Blood. Uma combinação de refrigerante de laranja gaseificado com grenadine e suco de limão.
4 onças v, como a Orangina, ou San Pellegrino Aranciata
1 ½ oz Grenadine
1 colher de sopa de suco de limão fresco
Misturar o refrigerante de laranja, a grenadine e suco de limão. Agitar a mistura antes de a utilizar.
William T Compton Cocktail
Esta receita é escrita pelo personagem de Bill Compton (Stephen Moyer), Rei da Louisiana que já namorou Sookie Stackhouse liderança feminina. "Eu tenho começado recentemente a mistura esta libação para os seres humanos que se juntam a mim para uma bebida", escreve ele. "Vê-los se divertir me dá uma nostalgia que me faz sentir quase. . . humano ".
1 oz vodka laranja
½ oz suco de limão fresco
3 onças de cerveja de gengibre
3 onças Tru sangue ou Ruby Mixer
gelo rachado
fatia de laranja para enfeitar
Despeje a vodka, suco de limão, cerveja de gengibre, e True Blood em um copo alto cheio de gelo. Decore com a laranja. Sirva imediatamente.
E se você está se perguntando o que "True Blood ou Ruby Mixer" significa, é o substituto do sangue sintético que os vampiros de True Blood beber, para que possam viver no mundo humano … ou, em termos práticos, uma mistura de laranja, soda e grenadine suco de limão, que também vem em uma versão de pré-misturado.
Mama’s Whiskey Sour by Tara Thornton: Na 1 ª temporada, Tara proclama que ela está preparando uísque azedo para a mãe dela desde a primeira série. Agora nós também começamos a entender a escolha de Lettie Mae Thornton quanto a sua bebida para o café da manhã: uma mistura de bourbon com preparado de suco de limão (sweet and sour mix) é necessário pra fazer a bebida.
Beautifully Broken Bisque by Russell Edgington
De todas as receitas do livro de True Blood, esta está mais próxima do sangue real. Feita em grande parte de beterraba, esta sopa de legumes capta o espírito de Talbot, o amor de Russell. Para fazer, veja a receita abaixo:
2 colheres de sopa de azeite de oliva
1 xícara de cebola amarela picada
3 ou 4 beterrabas médias, cortadas, descascadas, e cortadas em cubos (cerca de 4 copos)
½ xícara de cenoura picada
4 xícaras de caldo de legumes ou de frango
1 xícara de água
1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de pimenta do reino moída
Creme de leite para servir (opcional)
Aqueça o azeite em uma panela grande em fogo médio-alto. Adicione a cebola e cozinhe, mexendo sempre, até ficar macia, de 6 a 8 minutos. Adicione as beterrabas e cenouras e cozinhe, mexendo sempre, por 5 minutos. Adicione o caldo de carne, água, suco de limão, sal e pimenta. Leve a ferver, reduza o fogo para médio-baixo, tampe a panela e cozinhe até que as beterrabas são muito molinhas, de 20 a 30 minutos. Retire do fogo e deixe esfriar um pouco. Usando o liquidificador, bata até ficar em puré.
Brujo Burger por Lafayette Reynolds: No livro de receitas de True Blood não estaria completo sem um hambúrguer do Lafayette – lala, para os íntimos. Trata-se aqui é uma refeição surpreendentemente artesanal, completo com cogumelos brancos, nozes picadas e um pão de hambúrguer macio. E assim foi nomeado em decorrência da presença de seu namorado morto: Jesus!
Sloppy Jason by Jason Stackhouse: Fiquei surpreso ao encontrar receitas by Jason aqui já que ele está sempre esperando pra comer a comida da sua Gran (RIP) ou da Sookie. Esta receita foi feita para confortar Hoyt quando Jessica começou a deslizar para longe dele, essa refeição é simples e superficial, assim como Jason.
Plaisir d’Amour Rabbit Stew by Maryann Forrester: Eu estava realmente esperando que haveria uma receita aqui para o famoso Souffle Maryann Hunter, mas eu acho rude e grotesco incluir um prato que requer um coração humano. Este guisado é um bom substituto, no entanto, e, como a introdução de Maryann à receita nos informa, é a refeição pós-orgia perfeita (risos). Entenderam?
Just Desserts Blood (Orange) Gelato by Talbot: Eu me lembro de ver este gelato na tela e fiquei pensando no gosto incrível (apesar do fato de que era, você sabe, feito de sangue), então eu fiquei extasiado quando o vi incluído no livro. Felizmente, é com laranjas de sangue, uma espécie de laranja cujo interior é rubro, e decorado com hortelã, para dar um frecor.
Last Rites Pecan Pie by Tara Thornton Não havia nenhuma maneira deste livro não incluir a torta de nozes pecan. O único problema que percebi é que a receita foi escrita pro tara e não pela Gran de Sookie, no entanto, a introdução de Tara para a receita – onde ela agradece a Gran por ser mais uma mãe para ela do que Lettie Mae – é muito doce. A torta parece ser tão boa quando a vovó em questão.
Way Back to Joy Banana Pudding by Sarah Newlin: Aparentemente, pudim de banana de Sarah é mais do que apenas insinuações.
Sookie Stackhouse’s Gin and Tonic. A receita mais complicada de todas. É feito de gin e espere por isso … tônica. Esta é uma receita real no livro True Blood.
Depois disso tudo, se você sabe ler em inglês compra seu livro pela internet e prepare algumas das receitas para o momento em que estiver vendo o seriado, assim tudo fica mais real e divertido. Ademais, o halloween está aí e você pode oferecer os pratos no menu da sua halloween party.
Postado por S.A.R. Ewerton Reubens Coelho Costa – Arquiduque de Chantilly; Duque de Cognac; Conde de Stroganov; Barão de Gourmandise e Grão-Mestre desta Confraria às 15:00 Nenhum comentário:
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Green Pea Soup: a clássica sopa ver de ervilhas da Era Vitoriana
Eu adoro uma sopinha, e foi justamente pensando numa sopa clássica que me veio a vontade de escrever este post – que tem como objetivo dar inicio as postagens sobre a cozinha da era vitoriana. Mas para eu iniciar as postagens sobre receitas vitorianas, faz-se necessário esclarecer que este período da história, normalmente, está associado ao reinado da rainha Victoria (1837-1901), embora a quem diga que tal período tenha início cinco anos antes, em 1832, com a aprovação da Lei de Reforma no Parlamento. Que é quando, sem dúvida, muitas das sensibilidades políticas e negociatas associadas aos vitorianos foram estabelecidas.
Rainha Victoria
O Reinado de Vitória coincidiu com um longo período de prosperidade para o povo britânico, onde novas descobertas científicas e um império em expansão trouxeram riqueza e prosperidade – fato que permitiu desenvolver uma classe média educada. As pessoas de classe média eram pouco utilizadas para lidar com funcionários e grandes famílias, mas eram ávidos leitores. Como resultado pequenas publicações prosperaram e um grande período literário desenvolveu-se com isso. Para atender a nova classe média, autores, começando com Eliza Acton e principalmente Mrs. Beeton ( veja aqui o livro Mrs Beeton’s )que escrevia artigos e livros publicados sobre os assuntos de administração do lar e culinária.
Mrs. Beeton
De fato, foi durante este período que os primeiros livros de estilo moderno de culinária, com listas de ingredientes e instruções sobre como cozinhá-los foram escritos e publicados. Como em anos anteriores, as refeições eram muitas vezes grandes assuntos elaborados. A diferença na era vitoriana era que tais refeições eram da alçada das classes médias e não apenas para os ricos e a nobreza.
Uma família de classe média normalmente iria tomar café da manhã, às 9h, seguido de almoço ao meio-dia (isso foi sempre seguido por pudim) e jantar foi servido às 18:00 para permitir que em até três horas uma refeição podesse consistir entre 20 a 40 pratos separados. Abaixo você verá o menu típico de um dia da era vitoriana:
Café da manhã: bacon, ovos, Kedgeree, rins, torradas, geleias, chá, café
Almoço: Sopa de quentes e frios, carnes, tortas de frutas, manjar branco, queijo
Jantar: Sopa geladas, rosbife, peixe e legumes cozidos maçãs, geleia, frutas, queijos salgados Para mais autêntica versões de refeições vitorianas, veja a página sobre as contas vitorianas de tarifa (menus) derivados de livro de receitas de Francatelli. (Clique aqui par ver o livro de Francatelli)
É claro, havia também o ritual diário de servir o chá da tarde, muitas vezes acompanhado com bolos, tortas e sanduíches pequenos. O advento das conservas durante os chás também abriu a dieta para novas possibilidades, o que também foi acompanhado por uma revolução em fogões, panelas e aparelhos de cozinha, permitindo que as refeições fossem servidas em novas formas.
Este foi também o momento em que Charles Dickens popularizou o peru como a peça central da mesa de Natal. Na verdade, as refeições eram celebrações especiais de férias, sendo chamadas de pratos finos, que incluíam: tortas de carneiro, porco e peru assado, carne cozida, Coelhos Stewed, pudim de ameixa e pique.
A era vitoriana foi também a primeira era do Chef como celebridade, e na época um deles se destacou bem Charles Elmé Francatelli (1805-1876), um inglês de origem italiana, que viajou para a França para estudar com o lendário Antonin Carême o fundador da alta cozinha francesa.
Francatelli
Francatelli foi mais reverenciado para misturar o melhor da cozinha italiana e francesa. Ele foi brevemente maitre-d'hotel e chefe cozinheiro da rainha Victoria, compromisso que levou Francatelli a ganhar destaque em sua carreira. Em 1854, foi nomeado chefe de cozinha no famoso Reform club em Londres. Seu primeiro livro, intitulado O Cozinheiro Moderno (The Modern Cook), foi publicado em 1846 e era tão popular que ganhou 29 edições.
Ele também escreveu um livro de culinária simples para as classes trabalhadoras (Plain Cookery Book for the Working Classes – 1852), o Guia do Cozinha e governança (The Cook's Guide and Housekeeper's & Butler's Assistant – 1861; recitas disponíveis aqui).
Naturalmente, outro chefe celebridade da época foi era Alexis Soyer Benoist (1810-1858), um francês, naturalizado na Inglaterra depois da revolução de Les Trois Glorieuses de 1830. Soyer foi o chef original do Reform Club 1838-1850 e foi ele que projetou a cozinha. Ele foi também um escritor prolífico e um inventor (inventou um fogão mágico (de mesa), o temporizador de cozinha e um fogão para o exército).
Alexis Soyer
O fogão Mágico de Soyer
Ele também era um filantropo, inventou a famosa sopa que saciou a Grande Fome da Irlanda, ajudando os pobres a melhorar sua alimentação e ajudando os soldados britânicos melhorar as suas condições durante a guerra da Criméia.Suas práticas e invenções levou a milhares de vidas sendo salvas. Mas, como suas fontes documentais foram destruídas após a sua morte, Alexis Soyer é o primeiro chef celebridade que ninguém conhece. Receitas tornou-se uma parte da vida diária, tanto assim que, em seu volume de 1859
Infelizmente não consegui a receita da sopa de Soyer. Porem trago para vocês um clássico da cozinha vitoriana, difundida nos quatro cantos do mundo> a Green Pea Soup – Sopa de ervilha verde.
A Green Pea Soup é uma receita clássica de uma versão vitoriana de sopa de verde de ervilha, criação do chef Charles Elme Francatelli, presente em seu livro The Cook's Guide and Housekeeper's & Butler's Assistant, no volume de 1861. E ao final do post trago o vídeo de uma tradicional opereta criada na era vitoriana, que e adoro pro ser cômica: The Mikado
Green Pea Soup (receita original da sopa de ervilhas)
Para um quarto de ervilhas grandes, um bom punhado de salsa, o mesmo de cebola verde, e dois punhados de hortelã verde; ferver estes em três litros de água com um pouco de manteiga e um pouco de sal, e assim que as ervilhas estiverem no ponto, drenar seu caldo em uma panela e reserve-o; bater as ervilhas em um almofariz, misturá-los com o caldo onde ervilhas foram cozidas em seguida passar na peneira, e despeje o purê em uma panela de sopa. Quando prestes a enviar para a mesa, fazer a sopa quente, mexendo sobre o fogo sem permitir que ela ferva, adicione um pacotinho de manteiga, um pouco de pimenta e sal, uma colher de sobremesa de açúcar, e cerca de duas onças de caldo de carne concentrado; servir quente, com crostas de pão fritas em uma placa, em separado. Nota: O crostas fritas são preparadas da seguinte forma: pegue um pedaço do miolo de um pão e cortar em fatias esta com menos de um quarto de polegada de espessura, e novamente cortar as fatias em quadrados pequenos muito mesmo, estas deverão ser frito com cerca de um grama de manteiga, sobre o fogo brando com cuidado a ser tomado para deixa-los levemente fritos até assumir uma cor marrom-dourado, escorra a manteiga, e colocá-los no papel limpo para absorver a gordura.
Postado por S.A.R. Ewerton Reubens Coelho Costa – Arquiduque de Chantilly; Duque de Cognac; Conde de Stroganov; Barão de Gourmandise e Grão-Mestre desta Confraria
