pudim de pão da princesa Diana (Bread and Butter Pudding) Bread and Butter Pudding (receita original do pudim de pão da princesa Diana) 12 fatias de pão branco (pão de forma, 8 fatias cortadas em triângulos , 4 fatias cortadas em cubos ) 115g de manteiga sem sal amolecida 9 gemas 145g de açúcar refinado 1 vagem de baunilha 200ml de leite 445ml de creme de leite 90g passas 90g de amêndoas em flocos ( torrada) 4 colheres de sopa de Amaretto ou Cointreau 30 de açúcar adicional (para o topo do pudim ) 1 colher de chá de Açúcar de confeiteiro Preparo: Mergulhe as passas na noite anterior no Amaretto e cubra com filme plástico. Deixe em temperatura ambiente. Pré-aqueça o forno a 350 graus. Unte um refratário com manteiga. Retire as cascas e manteiga no pão. Bater as gemas com as 145g de açúcar em uma tigela. Divida a vagem de baunilha e coloque em uma panela com o leite e creme de leite, em seguida, leve para ferver e depois despeje sobre as gemas, mexendo o tempo todo. Retire a vagem de baunilha, raspando as sementes e colocando-as no creme e descarte a vagem. Coloque as fatias de pão cortadas em cubos no fundo do refratário. Em seguida, cubra com as passas acrescentando os sucos também. Cobrir as passas com o corte de pão em triângulos e despejar a mistura de ovos quente sobre o pão certificando-se de que todo o pão estará embebido nela. Deixe de molho por 20 minutos. Coloque no forno em banho-maria e cozinhe por cerca de 30 minutos. Retire do forno e assadeira e polvilhe com o açúcar extra. Em seguida, coloque na grelha até que o açúcar começa a caramelizar. Polvilhe com as amêndoas tostadas em flocos e com açúcar de confeiteiro. O pudim está pronto para servir. Postado por S.A.R. Ewerton Reubens Coelho Costa – Arquiduque de Chantilly; Duque de Cognac; Conde de Stroganov; Barão de Gourmandise e Grão-Mestre desta Confraria às 20:31 Esta semana me deu uma vontade de louca de comer pudim de claras – talvez essa minha vontade tenha sido uma influencia da novela (vi uma cena onde uma personagem servia este tipo de pudim, e eu cheguei a salivar) Pois bem, sempre ouvi dizer que pudim de claras era uma coisa complicada pra se fazer, cheio de segredos e sei lá mais o quê, que o povo inventa pra deixar a gente só com a vontade de comer… Fui atrás da receita e acabei fazendo o danado. Encontrei uma clássica receita portuguesa para pudim de claras, que por sinal, por lá se chama pudim molotov, e resolvi fazer um. A receita em nada se pareceu complicada – de fato não é -, e ainda lhe permite fazer o doce com a quantidade de claras que você dispõe (o eu que achei um luxo, considerando que hoje em dia, as coisas não andam lá tão bem, para se gastar milhões de claras pra fazer um doce). Olhem abaixo o meu pudim Molotov. Pra ser o primeiro que eu fiz na vida até que não ficou dos piores (risos). No entanto já sei o meu gosto e na próxima vez que o for preparar novamente, eu não mais colocarei as quatro colheres de caramelo que eu coloquei neste aí. – elas deixaram o gosto muito acentuado. Meu Molotov ainda no forno Meu Molotov depois de pronto servido apenas com caramelo E como não poderia deixar de ser, eu fui atrás de descobrir porque o pudim de claras, em Portugal, é popularmente conhecido como molotov. Pudim Molotov servido tradicionalmente com molho de gemas Servido apenas com caramelo – fica lindo feito com muitas claras! Pelo que pude desvendar a denominação do pudim vem do nome de um diplomata/político soviético russo. Viatcheslav Mikhailovitch Molotov (nascido Viatcheslav Mikhailovitch Scriábin), o qual foi o genocidiário na Ucrânia em 1932/33 (episódio conhecido na história como Holodomor) e cujo nome foi ironicamente atribuído à arma química incendiária (cocktail molotov) pelos finlandeses na época da invasão soviética do seu país. Molotov O mais engraçado é que quando postei a foto do meu pudim no facebook, as pessoas começaram a perguntar se ele era do tipo que explodia (risos). E faz sentido esta pergunta, se considerar que a maioria das pessoas fazem uma rápida alusão dos termos com o que eles representam na íntegra. Mas de fato, como é que essa arma tão destrutiva veio a ser, em Portugal, o nome para uma sobremesa? Por que eu divido que alguém, por lá, tenha saído gastando claras e mais claras, pra fazer o pudim e sair por aí bombardeando os inimigos. Daí, a explicação pra esta dúvida também surgiu. Diz-se que o nome original deste doce seria «pudim Malakoff» e estaria relacionado com a guerra da Crimeia que decorreu em 1853 e 1856. Malakoff é o nome de uma fortaleza que protegia a cidade de Sebastopol. Duque Malakoff O general francês Aimable Jean Jacques Pélissier tomou esta fortaleza e recebeu o título de duque de Malakoff. E este pudim seria uma sobremesa dos tempos de guerra na Europa, numa época em que a doçaria portuguesa preparava este pudim para aproveitar as claras que sobram das receitas que levavam muitas gemas, característica típica da doçaria daquela região. Talvez pela popularidade destes dois influentes homens de batalha, e a confusão com seus nomes, e o período de guerra, o povo português passou a designar também esta sobremesa por «pudim Molotov». Pudim Molotov Servido com molho de gemas – receita abaixo Claras (um bom pudim geralmente é feito com 12) 1 colher (sopa) de açúcar por cada clara caramelo liquido o quanto baste (pode usar o mel Karo ou fazer o seu caramelo). margarina para untar a forma Preparo: Untar a forma com margarina. Pré-aquecer o forno a 180ºC. Bater as claras até que elas fiquem bem firmes, juntar o açúcar colher a colher, batendo sempre. Juntar o caramelo liquida até ficar com a cor pretendida (no meu pudim eu usei quatro colheres, mas como eu só tinha usado três claras acho que deixou o gosto muito forte. Então coloque o caramelo e vá provando a mistura). Com a forma previamente untada apenas com manteiga deite colheradas da massa na forma, tendo o cuidado de evitar deixar buracos, mexendo com a colher, alise bem. Levar ao forno, deixar cozer uns 20 minutos, ou até ficar corado por cima. Desligar o forno e deixar arrefecer lá dentro. Desenformar depois de frio e cobrir a gosto, ou com caramelo ou com um tradicional molho feito com gemas. Molho de gemas: 6 colheres (sopa) de açúcar 6 gemas água q.b. Preparo: Numa frigideira média, deitar o açúcar e um pouco de água e deixar ferver ( não mexer com a colher de pau para não fazer pedra, roda-se a frigideira). Quando fizer um caramelo muito claro, deitar mais um pouco de água e deixar fazer ponto de pérola. Deixar arrefecer e depois misturar as gemas na calda e levar ao fogo a engrossar mexendo sempre, não deixar ferver para não talhar. Deitar o molho por cima do Molotov, ou então servir à parte e cada um come o Molotov como preferir. Postado por S.A.R. Ewerton Reubens Coelho Costa – Arquiduque de Chantilly; Duque de Cognac; Conde de Stroganov; Barão de Gourmandise e Grão-Mestre desta Confraria às 12:42 Nenhum comentário: Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest Marcadores: Doces, História, Molhos, Pudim domingo, 16 de dezembro de 2012 Epifania: A Taça da Felicidade Quando chega esta época do ano, normalmente, eu começo a voltar os olhos para o passado – pros dias do ano que se passaram e me permitem, agora, sentir orgulho da minha história. Nessa época do ano muita gente faz essas retrospectivas, até as redes de televisão. E no fundo isso vale a pena, pra no final entender que o grande lance da vida é viver cada momento como se ele fosse o único; e que a única receita da felicidade é cuidar bem do que existe “aqui e agora”. Obviamente que você, com certeza, vai se deparar com momentos que não foram doces. Mas todo mundo é ciente de que a vida prega peças. Assim se compreende (geralmente depois) que seu sapato preferido fura no momento em que você mais precisa dele; que um guarda-chuva faz falta na sua vida – mas que você só lembra-se dele durante um temporal; que você precisa trocar a pilha do despertador, mas só lembra-se disso quando ele te atrasa porque a pilha acabou e você não comprou a nova… e eu poderia divagar sobre essas pequenas grandes coisas o resto desde post. Mas vejamos, teria realmente graça a vida sem esses momentos pra se gargalhar dela no futuro? Tem sentido ficar a pessoa estressada o tempo todo por coisas que ela mesma deveria ter feito e não fez? Para mim o ano que esta acabando foi cheio de boas coisas, algumas realizações, muitas decisões. Mas também viera recheado com dificuldades, problemas nos mais variados âmbitos – alguns até poderiam ser chamados de desilusões. Mas isso é normal, felicidade não dura pra sempre. Ela tem que ser conquistada a cada momento. Nessa exata ocasião eu vejo como eu esperei demais das coisas e das pessoas; da boa grana que não veio; daquele Ipad que eu queria e não deu; das amizades que se tornaram estranhas. Das coisas e sentimentos que acabaram. Normal. Todo fim de ano eu escuto muita gente dizer que o “próximo ano vai ser diferente”. Pena que eu não vejo estas mudanças no povo – que só repetem as mesmas coisas, as mesmas ações, as mesmas palavras, as mesmas idiotices… Os mesmos, sempre os mesmos. Acho que está na hora de mudarmos nossos olhares para sair da mesmice. O achismo, eu já parei de usar faz tempo. Próximo ano vou começar a acabar com a mesmice – aliás já comecei a fazer isso desde o mês passado… Mas a gente não pode fugir da natureza humana, somos humanos cheios de imperfeições. Não podemos fugir dos agentes externos da vida – eles existem e estão contra nós (mania de perseguição?). Podemos falhar. Mas podemos acertar também. E já que a natureza do planeta, do destino ou de quem mais possa interferir nos meus planos exista, pra dificultar meu caminho, eu não vou acabar com meu dias por isso! Não vou acabar com meu bom humor! Não vou acabar com minha esperança! Vou buscar mais conhecimento e sabedoria pra enfrentar esse ”bicho papão” de frente. Não importa a beleza ou o motivo; o que importa é sorrir 🙂 É com isso que eu venho hoje desejar pra vocês todos, amigos que me acompanharam neste ano, sabedoria – para que possamos transformar tudo que nos aconteceu, de bom ou ruim, em experiência válida para uma evolução que nos guia à felicidade. Que tenhamos discernimento e calma para conseguirmos compreender e perdoar o desconhecido; o mal educado; o ignorante; o idiota, enfim todos estes que podem ser um responsável direto por um dia ruim. Hoje ouvi uma frase que dizia assim: “Confia em Deus, mas amarra teu cabelo”. E eu estou começando a entender o sentido disso. Assim, se você pediu algo para Ele este ano e não aconteceu, com certeza, não era par ser o melhor na sua vida. Mas cuida desse desejo, pois ele poder estar diante de ti no futuro… Eu bem sei que, às vezes, a falta do que queremos pode trazer dor e lágrimas. Normal, acontece com todo mundo. E quando isso acontecer pratique a generosidade, e você verá com as coisas mudam rapidinho. E como bem disse William Shakespeare: “Não importa em quantos pedaços nosso coração está partido, o mundo não pára para que nós o consertemos”. Assim, quando você se encontrar numa situação de extrema complicação saiba que sempre existe uma saída – só temos que aprender a dominar o medo. Que este Natal seja um marco pra nossas vidas; que percebamos a importância de nos compreender nas nossas fragilidades; que estejamos cientes das nossas ações e das reações que elas possam acarretar; que possamos ser melhor do que somos hoje, mas isso só depende de nós. Que o Espírito do Natal cubra de bênçãos a todos nós. Que a felicidade nos venha do tamanho que nós desejarmos; que nossos olhares vejam além; que o mundo melhore. E pra que esta prece esteja completa sugiro que você faça pro seu Natal (ou Ano Novo) esta Taça da Felicidade. Ela tem poderes mágicos!!! E você pode se surpreender com ela… Então se arrisque, sinta a mudança e se delicie. Feliz Natal! Feliz Ano Novo! Feliz Vida Nova!!! Taça da felicidade – montagem com pudins inteiros. Taça da felicidade – montagem com pedaços cortados dos pudins. TAÇA DA FELICIDADE Pudim de Clara 1 xícara (chá) de açúcar 4 claras 8 colheres (sopa) de açúcar Pudim de leite 1 lata de leite condensado 2 vezes a mesma medida de leite 4 ovos 1 colher (chá) de amido de milho Pudim de Maracujá 1 lata de leite condensado 2 vezes a mesma medida de suco de maracujá 4 ovos 1 colher (chá) de amido de milho Creme de Cupuaçu 500g de polpa de cupuaçu 2 latas de leite condensado 2 latas de creme de leite 4 colheres de açúcar Creme de Maracujá 1 copo de suco de maracujá concentrado 1 lata de leite condensado 1 lata de creme de leite Chantilly 1 litro de creme de leite fresco 12 colheres de açúcar de confeiteiro 1 colher (sopa) de gelatina em pó incolor e sem sabor 3 colheres (sopa) de água doce de cupuaçu (pequena quantidade para enfeitar) modo de preparo: Pudim de Clara Leve o açúcar ao fogo, mexendo sem parar até obter ponto de caramelo claro, deixando a calda bem lisa e uniforme. Forre com ela o fundo e os lados de uma fôrma para pudim. Deixe esfriar. Bata as claras em neve firme. Vá juntando o açúcar aos poucos, sem parar de bater, até o ponto de suspiro. Despeje na fôrma e leve ao forno bem baixo. Asse por 50 minutos a 1 hora. Tire do forno, espere esfriar e desenforme. Pudim de Leite Bata todos os ingredientes no liquidificador. Leve ao forno em banho-maria em forma caramelada, assando durante aproximadamente uma hora. Pudim de Maracujá Bata todos os ingredientes no liquidificador. Leve ao forno em banho-maria em forma caramelada, assando durante aproximadamente uma hora. Creme de Cupuaçu Bata todos os ingredientes no liquidificador. Leve à geladeira. Creme de Maracujá Bata todos os ingredientes no liquidificador. Leve à geladeira. Chantilly Leve para congelar a pá da batedeira e a cuba. Leve por algum tempo o creme de leite fresco ao freezer até ficar bem gelado. Hidrate a gelatina colocando o pó aos poucos sobre a água e vá mexendo em círculo. Dissolva em banho-maria. Apenas aqueça, não deixe ferver, para que a gelatina não perca seu efeito. Bata o creme de leite até ficar bicos firmes. Ainda com a batedeira ligada, vá acrescentando a gelatina e o açúcar aos poucos, e com cuidado, para que esse chantilly não se transforme em manteiga. Montagem Em uma taça grande coloque o creme de maracujá, pudim de leite, creme de cupuaçu, pudim de maracujá, pudim de leite, o chantilly e pequenas quantidades de doce do cupuaçu com enfeite. Sirva bem gelada. Decore com frutas e sirva. Postado por S.A.R. Ewerton Reubens Coelho Costa – Arquiduque de Chantilly; Duque de Cognac; Conde de Stroganov; Barão de Gourmandise e Grão-Mestre desta Confraria às 22:57 Nenhum comentário: Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest Marcadores: Doces, Natal, Pudim sábado, 4 de agosto de 2012 O "Inacreditável" Pudim de Leite em Pó Toda vez que alguém fala em leite em pó eu, automaticamente, imagino aquela deliciosa papinha feita com bastante leite em pó e um pouquinho de agua. Tem algo mais delicioso do que comer isso? Se me deixarem, eu comeria latas e mais latas de leite em pó assim. Particularmente não gosto muito do leite feito com o pó. Recentemente, encontrei uma boa serventia para o leite em pó, fazer pudim. Descobri uma receita na internet do INACREDITAVEL PUDIM DE LEITE EM PÓ, que me deixou curioso. Olha aí o meu pudim, que lindo! Logo de cara já imaginei que não fosse sair uma coisa lá muito boa. Mas só depois de pronto e geladinho é que se percebe a mágica da cozinha, e o leite em pó pode sim se transformar num pudim igualzinho ao preparado com leite condensado – talvez por isso o nome do espertinho que nomeou o pudim com o codinome de INACREDITÁVEL. Testei o pudim em casa, ficou ótimo, coloquei a noticia no facebook e ela se alastrou como rastilho de pólvora. Muita gente também o preparou no mesmo dia que eu, e deu certo também. O fato é que a receita foi um sucesso e o resultado , idem. A receita é tão simples, que qualquer leigo nas técnicas culinárias podem se arriscar a fazer, sem medo, e no fim ter a surpresa que eu tive. Meu pudim ainda quente já dançava na forma Não sei porque demorei tanto tempo pra descobri esta receitinha magica que pode salvar a fome por doce de muita gente. Se antigamente o povo que desenvolveu a técnica de preparar o leite em pó soubesse dela, também garanto que teriam gostado do resultado final. Sabe-se que emborara Marco Polo tenha escrito sobre as tropas tártaras mongóis que ao tempo de Kublai Khan carregaram leite desnatado desidratado ao sol, como um “tipo de pasta”, o primeiro uso produto comercial de leite desidratado foi inventado pelo químico russo M. Dirchoff em 1832. Mais tarde T. S. Grimwade procedeu a patente do leite desidratado, embora Willian Newton tenha patenteado um processo de desidratação à vácuo já em 1837. Atualmente, o leite em pó é feito geralmente pela pulverização a seco do leite desnatado, leite integral ou soro do leite. O leite pasteurizado é primeiramente concentrado em um evaporador até cerca de 50% de sólidos do leite. O leite concentrado resultante é pulverizado em uma câmara aquecida, onde a água evapora quase que instantaneamente, deixando finas partículas de sólidos do leite em pó. Pode-se obter de 100 litros de leite integral aproximadamente 13kg de leite em pó integral ou 9kg de leite desnatado em pó. O leite em pó de vários tipos é utilizado em ampla diversidade de produtos como produtos de confeitaria e panificação, petiscos e sopas, chocolates e suas confecções (exemplo: chocolate ao leite), sorvete, fórmulas infantis, produtos nutricionais p/ inválidos, atletas, uso hospitalar, etc., recombinado com leite ou outras bebidas. Uma das propostas ao desidratar o leite é preservá-lo. O leite em pó tem vida de prateleira bem mais prolongada e não necessita de refrigeração, devido ao seu baixo teor em umidade. Outra proposta é a redução do volume para economia no transporte. Fato curioso O início da comercialização de leite em pó pela NESTLÉ no país data de 1923, quando se chamava Molíco (com i acentuado) e era leite puro de vaca, ou seja, um leite não modificado, do qual foi simplesmente extraída a água. Molíco, fabricado na Argentina e envasado nas fábricas de Araras e Barra Mansa, seria conhecido como o leite em pó da NESTLÉ, até seu sucessor, o Ninho Integral, herdar tão nobre título. Alguns registros indicam que a produção de Ninho Integral teve inicio em 1928 na fábrica de Araras, outros falam do lançamento da nova marca em 1944. Com 4% mais de gordura que o Molíco, o Ninho Integral teve excelente aceitação pelo mercado e sua demanda crescia a cada ano. Por esta razão, entre outras, foram construídas sucessivamente as fábricas de Araraquara (SP) em 1946, Porto Ferreira (SP) em 1952 e, em 1958 a unidade de Três Corações (MG). Passados mais alguns anos, foi desenvolvido o processo de obtenção do leite em pó instantâneo e, em 1965,a NESTLÉ lançava o seu Ninho Instantâneo. As fábricas de Araçatuba (SP) inaugurada em 1963 e de Ibiá (MG) em 1964 estavam adequadas tecnologicamente para a fabricação desse novo leite e puderam, também, responder ao crescente aumento de consumo. A introdução dos instantâneos determinou grande transformação na estrutura do mercado dos leites em pó. O leite tradicional manteve sua imagem extremamente ligada à alimentação dos lactentes. Já os leites instantâneos assumiram a imagem de produtos menos adequados à alimentação infantil, assemelhando-se ao leite fresco e, consequentemente, mais indicados para adultos. Inacreditável Pudim de leite em Pó
Ingredientes
- 12 colheres (de sopa) de leite em pó
- 12 colheres (de sopa) de açúcar
- 2 ovos inteiros
- 1 1/2 copo (de requeijão) de água
Modo de Preparo
Postado por S.A.R. Ewerton Reubens Coelho Costa – Arquiduque de Chantilly; Duque de Cognac; Conde de Stroganov; Barão de Gourmandise e Grão-Mestre desta Confraria às 20:23 Nenhum comentário:
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Marcadores: Doces, História, Pudim
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Sabor a sete chaves: O Pudim de Gabinete
Hoje eu parei pra pensar no passado e no futuro e cheguei a uma conclusão fatídica e nada diferente de um trecho de uma música que Elis Regina bem cantava, e que diz assim:
Minha dor é perceber Que apesar de termos Feito tudo, tudo,Tudo o que fizemos Nós ainda somos Os mesmos e vivemos Ainda somos Os mesmos e vivemos Ainda somos Os mesmos e vivemos Como os nossos pais…
Por que eu digo isso? Bom se voce observar bem, no fundo do seu ser vai perceber que o mundo mudou, a tecnologia evoluiu, o seu corpo se modificou, mas sua essencia traz aquizições de cararter, manias e afins advindas de seus pais. Falo nisto pra poder entrar num tema que provaria uma parte do que falo. E exemplificar vou usar uma situação clara e típica, ainda, de muitas pessoas na atualidade. Mania esta herdada pelos nossos pais de seus pais, que herdaram de seus avós. Falo da mania de esconder as receitas de familia. Quando areceita é boa, realmente boa, ela vira uma das jóias da família.
No nordeste sobretudo este fato inclusive está está escrito na história de várias cidades. No recife, por exemplo, o bolo souza leão teve sua receita escondida durante décadas pela familia que dá nome a sobremesa.
Outro fator é esconder/guardar as comidas. Cada casa tem sua mania: uns escondem pela dispensa, outros na fundos da geladeira, há quem esconda no quarto, debaixo da cama, etc., etc., etc..
A história que a Confraria do Barão traz hoje vem falando exatamente de um prato que traz no seu nome esta mania (adquirida pelo comportamento dos parentes) e que tem fama até hoje: O pudim de gabinete.
Pesquisei em todos os livros que eu tenho e em alguns sites da internet e não encontrei data para o surgimento desta receita. Porém achei uma explicação vinda das Minas Gerais, terra que muito gosto, que dentre os muitos causos para o pudim de gabinete conta um que tomei emprestado para explicar o porquê deste nome para o doce. Vejam:
Quando era menina, em Catas Altas, a 120 quilômetros de Belo Horizonte, a diversão de Clary Figueiredo Antunes nos finais de ano era espiar um grande armário da cozinha. O móvel exercia sobre ela o mesmo fascínio que uma árvore de Natal e seus embrulhos misteriosos. Mas o que aguçava a curiosidade nos olhinhos de Clary era o grande tesouro que sua avó guardava lá dentro, às vésperas da grande ceia. “Naquela época, não existia geladeira”, revela. Assim, a grande atração da noite era o pudim guardado a sete chaves no gabinete, aquele armário da cozinha que tanto atraía Clary. “Vovó fazia com todas as frutas que davam em nosso quintal, mas era servido só nesta época do ano”, conta. “Para conservá-lo, ela colocava uma quantidade maior de açúcar e a janelinha tampada com treliça permitia que o doce recebesse ventilação.” Aos 89 anos, dona Clary cumpre o papel de guardiã dessa sobremesa, então armazenada em grande estilo. “O preparo demora dois dias, pois é preciso esperar esfriar o bolo.
Engraçado, que lá em casa, quando eu era infanto-juvenil e devia ter uns 14 anos, eu já fazia muitas guloseimas em casa e adorava esconder os meus pedaços na parte de baixo da cristaleira da sala de jantar por que só eu mexia ali – e para garantir que minhas coisas escondidas não seriam comidas, eu escondia a chave da cristaleira dentro da armadura de um dos meus bonecos dos cavaleiros do zodíaco (risos), e assim ninguém achava nada. Aquela cristaleira sempre foi meu território pra guardar tudo. Ainda hoje, quando vou visitar minha mãe, mexo na cristaleira pra ver coisas minhas guardadas lá dentro.
Armadura Sagrada do cisne – meu esconderijo da chave
Quanto ao pudim de gabinete, bom eu o conheci achando mesmo que fosse um bolo. O primeiro que eu comi era uma delicia, foi feito por uma senhora chamada Marta (do Moésio) e foi feito para um aniversario de um amigo meu. E pra garantir a tradição, comi meu pedaço na festa e levei outro pra casa, escondido dentro daquelas sacolinhas de aniversário pra depois colocar na cristaleira lá de casa.
Uma coisa interessante é que com o tempo as receitas do pudim de gabinete também vão se aprimorando. Então, deixo abaixo algumas receitas que já fiz ao longo da vida, começando pela primeira vinda das Minas Gerais – a qual deu motivo para este post.
Pudim de Gabinete da Clary
Para o bolo • 3 ovos • 1 xícara (chá, não muito cheia) de óleo • 1 xícara (chá) de farinha de trigo • 1 xícara e meia (chá) de açúcar cristal • 1 laranja com casca • 1 colher (sopa) de fermento em pó
Para a gemada • 6 ovos • 1 lata de leite condensado • 1 xícara (chá) de açúcar cristal • 1 litro de leite integral
Para a montagem • 250 g de cada um dos seguintes ingredientes cristalizados: abacaxi, laranja, cidra, figo, goiaba, cereja, mamão, ameixa preta e uvas passas (podem ser usados doces dessas frutas, desprezando-se a calda) • 1 pote (250 g) de frutas diversas cristalizadas
Preparo O boloRetirar as extremidades da laranja (cabeça e fundo), cortá-la em pedaços pequenos (com casca) e desprezar o miolo branco que fica entre os gomos. Batê-la no liquidificador com os demais ingredientes, colocando por último o fermento em pó. Untar uma fôrma de bolo, alta e redonda (sem o furo no meio). Levar ao forno pré-aquecido, a 180 graus, até corar. Deixar esfriar, desenformar e reservar. A gemada Bater os ingredientes no liquidificador, até obter mistura homogênea. A montagem Cortar em pedaços médios todas as frutas, exceto as do pote, que já são compradas em tamanho pequeno. Untar com manteiga a mesma fôrma usada para o bolo. Cobrir o fundo com um terço das frutas em pedaços. Cortar horizontalmente o bolo em três camadas e colocar a primeira camada por cima das frutas. Sobre essa camada, pôr uma concha da gemada e mais frutas. Pôr a outra camada de massa e repetir o processo, até finalizar com o fechamento do bolo, que deve ser coberto com o que sobrou da gemada. Levar ao forno brando por duas horas, até secar. Deixar esfriar bem para desenformar. Embrulhar em papel alumínio e levar ao freezer. Servir gelado.
Pudim de gabinete
1 bolo comum
Doce de banana
Doce de abacaxi
1 lata de compota de pêssego
1 lata de compota de figo
1/2 lata de marmaleda
200 g de passas
300 g de ameixa preta
2 maçãs
Gemada
3 ovos
5 colheres de açúcar
750 ml de leite
Ingredientes para o creme inglês
3 gemas de ovos
1 litro de leite
2 colheres de amido de milho
6 colheres de açúcar
Unte uma forma redonda e alta. Forre com papel manteiga no fundo e em volta untando bastante o papel (ou com papel alumínio). Decore o fundo da forma. Coloque uma rodela de abacaxi com uma ameixa no meio e alterne em volta fatias de pêssego e figo.
Preparo da gemada
Bata no liquidificador: 3 ovos, 5 colheres de açúcar e 750 ml de leite.
Para montar o pudim
Divida o bolo em 3 camadas horizontais, retire as fatias da primeira camada e coloque na forma em cima da decoração. Molhe com a gemada e aperte bem, em seguida coloque as frutas. Atenção: Reservar parte das frutas para a camada seguinte Recomece o processo, levando mais uma camada do bolo para a forma. Molhe e coloque mais uma camada de frutas. Depois coloque a última camada de bolo e molhe Leve ao forno a 180 graus em banho-maria durante 1 h e 45 min. Deixe esfriar, retire da forma e o papel manteiga. Servir com creme inglês. Preparo para o creme inglês Bate as gemas e o açúcar no liquidificador. Leve o leite ao fogo e acrescente as gemas e o amido de milho. Desligue quando começar a engrossar. Não ferva.
Pudim de gabinete português
100g de Palitos La Reine ou Biscoitos de Champanhe
7 ovos
300g de açúcar
1l de leite
Raspa de laranja
1 pau de canela
Casca de limão
Caramelo líquido
Opção: gelatina de frutos silvestres (ou outro sabor)
Preparação: Untar uma forma redonda sem buraco com o caramelo líquido, cortar os biscoitos em quadrados e colocar por cima do caramelo.Levar o leite ao fogo com a casca de limão e o pau de canela, quando ferver retirar e deixar arrefecer. Bater os ovos com o açúcar e a raspa de laranja, até que fique uma mistura bem fofa. Acrescentar o leite arrefecido (para que não coza os ovos) e verter tudo na forma por cima dos biscoitos. Levar ao forno em banho maria a cerca de 200º durante mais ou menos 1 hora.
Opção: a receita original não leva a gelatina, eu tinha em casa um pacote e queria utilizá-lo fiz então a gelatina conforme as instruções da embalagem e deixei ficar com uma consistência de clara de ovo, quando assim estiver verter por cima do pudim já arrefecido e levar ao frio durante 1 hora.
Pudim de gabinete com biscoitos simples
1 lata de leite condensado
1 lata de leite comum
4 ovos
200 g de biscoito maisena
50 g de uvas passas hidratadas e peneiradas
500 g de frutas cristalizadas
manteiga para untar
açúcar para polvilhar
Modo de preparo:
Bata os ingredientes da base para o pudim no liquidificador e reserve. Em uma assadeira retangular e baixa, untada com manteiga e polvilhada com açúcar, coloque o as frutas cristalizadas e as passas, por cima os biscoitos, regue com a base para o pudim e leve para assar em forno médio (180° C) preaquecido por cerca de 40 minutos ou até que esteja firme, espere esfriar para desenformar.
Postado por S.A.R. Ewerton Reubens Coelho Costa – Arquiduque de Chantilly; Duque de Cognac; Conde de Stroganov; Barão de Gourmandise e Grão-Mestre desta Confraria
